>>> "Moradores Indignados... "

O pessoal da zona de Vale Fuzeiros e Pedreiras anda “indignado” com uma linha de alta tensão que lhes querem meter por cima dos telhados. Coisa habitual neste país porque a REN tem que ter “lucros” e gasta-se muito menos dinheiro na instalação das redes se essa instalação for feita perto de boas estradas e, consequentemente, de zonas habitadas.

Não parece que adiante muito reclamar porque o mesmo problema já foi vivido por comunidades bem maiores, e bem mais obstinadas, e o resultado está à vista... quase a “roçar” nas antenas da televisão. Também não parece que este assunto seja responsabilidade da CMS o que não quer dizer que a Câmara se alheie dele.

Enquanto defensora dos seus eleitores ficava muito bem à presidente juntar a sua voz (e ela que é excelente nesses “teatrinhos”) aos populares e apoiar a causa. Acontece que o Correio da Manhã não conseguia falar com a senhora…

Fonte: Blog "Penedo Grande", por Paulo Silva
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"Residentes de zona de Vale Fuzeiros
não aceitam a instalação da linha eléctrica"

“Fomos apanhados completamente de surpresa. Esteve um edital na Câmara de Silves, mas ninguém soube de nada. Devíamos ter sido contactados”, refere Sérgio Santos, residente em Vale Fuzeiros e um dos promotores do abaixo-assinado e consequentemente um dos grandes afectados pela linha: “vai passar na minha propriedade, próximo de uma casa. Queria desenvolver um projecto de turismo rural, mas, assim não há hipóteses”, frisa.

Os populares, que residem entre os sítios da Casa Queimada e das Pedreiras, dizem que o traçado escolhido não faz qualquer sentido. Todos concordam com a necessidade da linha eléctrica, mas defendem outra localização. “Bastava colocarem os postos mais um ou dois quilómetros para Norte e já ninguém seria afectado, visto que apenas existe serra”, refere Francisco Martins.

Grande parte dos subscritores do abaixo-assinado são estrangeiros, que, ao longo dos últimos anos, compraram casas naquela zona devido à beleza da paisagem e ao sossego oferecido pela serra. “Três estrangeiros já colocaram as suas propriedades à venda”, diz Sérgio Santos. E adianta que a opção por este traçado terá sido tomada “por ser a mais barata. Só que para conseguirem poupar uns tostões acabam por prejudicar toda uma comunidade local”.

Os populares esperam que ainda seja possível “corrigir o traçado”, apesar de já terem sido iniciadas as marcações dos postos nos terrenos. A Câmara de Silves é uma das entidades a quem será dirigido o abaixo--assinado. O Correio da Manhã tentou ontem ouvir a presidente da autarquia, mas sem sucesso.
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MORADORES

"COM A LINHA JÁ NÃO VOU INVESTIR"

“Sou inglês e comprei, há cerca de seis anos, uma propriedade com 45 hectares na zona de Vale Fuzeiros. Gosto muito deste sítio, que tem uma paisagem muito bonita e bons restaurantes. O meu objectivo era desenvolver um projecto de turismo rural, investindo cinco a seis milhões de euros. Caso seja instalada a linha de alta tensão, não avançarei com este projecto turístico”.

- Norman Whittle, Reformado inglês


"OS CLIENTES VÃO DEIXAR DE VIR"

“Tive de me empenhar financeiramente para abrir o meu restaurante e, agora, corro o risco de perder clientes devido à instalação da linha de alta tensão. Grande parte das pessoas que frequentam a minha casa são estrangeiros, sobretudo ingleses, que residem aqui. Se não for alterado o traçado, muitas acabarão por ir viver para outras zonas. Toda a gente ficará prejudicada”

- António Sequeira, Comerciante


Fonte: jornal "Correio da Manhã", por José Carlos Eusébio
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